Quero trabalhar nos EUA. O que fazer?

Categoria: Morar nos EUA

Quero trabalhar nos EUA. O que fazer?

A não ser que você esteja com a vida ganha, para morar nos EUA você precisará empreender em uma nova carreira. Descubra como conseguir a permissão necessária para trabalhar nos EUA.

Com o mercado da Flórida extremamente aquecido, principalmente nas cidades de Miami e Orlando, muitos brasileiros têm a ambição de expandir seus horizontes profissionais para o Sunshine State.

A possibilidade de residir nos EUA, com uma qualidade de vida superior à em território brasileiro, e receber em dólares são fatores decisivos para isso. Independentemente da saúde financeira de quem quer mudar para os EUA, trabalhar e possuir uma renda fixa é fator crucial para conseguir ou não um financiamento, por exemplo. 

No entanto, para trabalhar nos EUA você precisará de uma permissão do Governo Americano para tal, isto é, um visto de trabalho. Apesar das rígidas regras de imigração, obter um visto de trabalho norte-americano é totalmente possível.

Para obtenção do visto é preciso passar por uma série de etapas que, apesar de simples, podem confundir qualquer um.

Pensando nisso, A Selecta Realty reuniu os principais pontos de atenção para você trabalhar nos EUA. Vamos a eles?

Os tipos de Visto:

O primeiro passo é entender qual tipo de visto melhor representa sua realidade. Os dois vistos mais comuns para brasileiros que querem trabalhar como colaborador fixo em uma empresa estabelecida no país (americana ou não): L-1 e H-1B

Em suma, ambos os vistos são para funcionários de empresas em solo americano, a grande diferença entre eles é que no L-1 é para funcionário de empresas multinacionais, que têm ou desejam iniciar atividade em solo americano. O H-1B é para estrangeiros que acabam de ser contratados por uma empresa nos EUA. Tirando isso, eles representam basicamente a mesma coisa: você irá trabalhar em uma empresa em atividade nos EUA.

O grande ponto de atenção aqui é: a empresa contratante é quem faz a aplicação da petição para emissão do visto de trabalho, seja L-1 ou H1-B. Por um lado, não ter que dispor do tempo e dinheiro para investir neste processo é um grande benefício. Por outro lado, esse tipo de visto não pode ser atribuído, por exemplo, a quem deseja abrir uma empresa nos EUA. Para entender melhor as particularidades de cada um leia este outro artigo.

Também destinados a profissionais, temos os vistos de negócios B1 e B2. Eles têm duração máxima de até seis meses e se comportam como um visto de turismo. São destinados à compromisso pontuais, palestras, eventos e workshops, isto é, visitas temporárias nos EUA. Esse tipo de visto não é indicado para quem deseja trabalhar de forma fixa, receber um salário e, principalmente, morar no país. Há profissionais que o utilizam quando desejam abrir uma empresa nos EUA, ocasiões pontuais consideradas viagens de negócios e se enquadram nesse tipo de visto. 

Pensando nisso, também temos o visto E-2, utilizado para brasileiros que desejam abrir empresa em solo americano. Mas é preciso avisar que brasileiros que desejam aplicar para este visto necessitam ter dupla cidadania em países que possuem tratados comerciais ou de navegação com os EUA.

Temos também o visto mais badalado entre brasileiros, o EB-5. Para sua obtenção um cidadão brasileiro precisa investir nos EUA, nos Centros Regionais, que são grandes conglomerados de investidores com aplicação em projetos, como escolas, hospitais, parques, etc. O valor mínimo de investimento aqui é de 500 mil dólares. Outro meio de solicitar este visto é o investimento em franquias. O valor mínimo de investimento em uma franquia norte-americana é de 1 milhão de dólares.

Existem também os vistos de trabalho EB-1 e EB-2, destinados a profissionais de grande excelência em suas áreas. O EB-1 pode ser concedido a artistas, como músicos e cantores com habilidades fora do comum, uma vez comprovada a notoriedade por meio do levantamento do portfólio, matérias em veículos do segmento informativo, diplomas e prêmios, etc. O visto EB-2 funciona da mesma forma, para pessoas com dotes profissionais extraordinários. Médicos, dentistas, professores, mestres, doutores e pesquisadores se enquadram para receber esse tipo de visto.

Por fim, outra forma de conseguir a permissão para trabalhar em solo americano é conseguir a emissão do Green Card. O processo para aplicação e obtenção do Green Card - também chamado de Cartão de Residência Permanente nos EUA - é mais burocrático do os outros tipos de visto. Mas ainda é uma possibilidade. Para brasileiros que tenham matrimônio ou parentesco em primeiro grau com cidadão americanos o processo é mais brando.

Com exceção do Green Card, todos os outros tipos de visto são temporários e podem ser renovados, com diferentes tempos de carência. Todos eles também podem ser utilizados para aplicação do Green Card.

O processo:

Independentemente do tipo de visto que você deseja aplicar, o processo é basicamente o mesmo. Para vistos com vínculo empregatício com empresas em solo americano, a preocupação com trâmites por parte do profissional é quase nula, já que a empresa é responsável por todo processo. Aqui o processo se configura da seguinte forma:

  • Tenha uma oferta de emprego nos EUA;
  • Entenda qual tipo de visto mais representa sua realidade;
  • Providencie a petição (nos casos L-1 e EB-5 a empresa fará por você);
  • Se prepare para entrevista (assim como nos vistos de turista ou estudantes, a entrevista é parte do processo)
  • Esteja sempre atento à atualização de status do seu visto. Por exemplo: você tinha um visto L-1 e trabalhava em uma filial de uma multinacional, mas conseguiu uma oferta de emprego melhor em uma empresa norte-americana e, portanto, deveria atualizar seu visto de L-1 para EB-5. 

Mas, mais importante do que entender o processo todo é contar com um profissional que possa te auxiliar nessa nova empreitada. Quer trabalhar nos EUA, mas ainda está em dúvida de qual tipo de visto de trabalho funciona melhor para você?

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Claro que, para trabalhar nos EUA, você precisará de um lugar para chamar de seu, né? Pode contar com a gente também.